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Chapinha, acidente e ronco

  • 4 de set. de 2015
  • 4 min de leitura

Olá pessoas....

Hoje eu vim falar de uma coisa que acontece ás vezes.

Eu acredito, e espero também que a maioria de vocês não tenha sofrido nenhum tipo de acidente.

Mas eu sofri.

Vamo lá então!

Eu e minha família costumamos viajar bastante. E geralmente fazemos isso de carro. Antes era por que era menos caro. (Agora viajar de avião é mais barato). Mas nós adoramos ir de carro pra irmos conversando e vendo a paisagem e tirar fotos durante o percurso.

Houve uma vez a mais ou menos 4 anos atrás que minha mãe não poderia ir conosco para a casa da minha avó paterna. Ela tinha que trabalhar. Ai eu e meu pai fomos.

A questão é que minha avó morava no Paraná. E eu moro no interior de São Paulo.

Arrumamos então nossas malas e pegamos a estrada. Eu e meu pai somos bem amigos. Então sempre temos nossas músicas e viagem. E dessa vez não foi diferente. A gente foi cantando charlie brown jr. Só que naquela época nosso carro não tinha entrada pra pen drive. Ai tivemos que levar cds.

Fomos cantando, trocando idéia e pensando como seria legal rever nossos parentes de lá.

Paramos nos postos de estrada pra comer, e a gente sempre faz farra nessas horas por que simplesmente é legal. Você pode ser criança e se matar de comer chocolate quando está com seu pai. ( E quase se cagar)

Então chegamos a um ponto critico na estrada. Passamos de registro que é divisa do estado e estavamos bem mais próximos de Curitiba do que de São paulo.

Nesse momento eu estava com o banco do carro reclinado e lendo lua nova ( ME JULGUEM, EU AMAVA CREPUSCULO COMO A MAIORIA DAS ADOLESCENTES DA MINHA ÉPOCA).

Meu pai estava ouvindo música e prestando atenção na estrada.

Chegamos a um lugar que era cheio de curvas, muito perigosa e que um ano antes, no lugar que estavamos tinha ocorrido um acidente onde 2 pessoas haviam morido.

Como eu descobri isso?

Seguinte... Haviam muitos carros e a pista era de via de mão dupla. Era meio que uma descida. No meio do mato.

E simplesmente do nada eu senti um tranco no nosso carro.

Simplesmente uma moto havia batido no pneu do nosso carro e fez com que o tanque de gasolina furasse. Depois disso meu pai fez com que saissemos logo do carro por que se explodisse pelo menos não estariamos dentro.

Depois que saimos eu vi o que aconteceu.

Na outra mão da estrada, um caminhão estava subindo e atras dele vinha uma moto. Essa moto estava muito rápida e acabou batendo em um carro, passando por baixo do caminhão (que quase esmagou a cabeça do motoqueiro) e bateu no nosso carro.

Depois disso eu apenas me preocupava como chegariamos em Curitiba logo...

Mas eu deveria ter prestado melhor atenção.

Ao meu lado estava o motoqueiro. Ele tava todo ralado e tinha quebrado a perna. Parecia que estava vendo a luz branca. E aquli não era NADA LEGAL DE SE VER.

O problema é que tinha uma mulher ( que eu sabia que queria me agradar) e ela tinha uma garrafa de agua junto dela.

Antes de sair de casa eu tinha feito chapinha. Queria chegar apresentavel para que meus parentes me vissem bonitinha. Mas não deu certo. Simplesmente por que o carro foi quase que destruido e por que a mulher na tentativa de me deixar com menos "CALOR" jogou agua na minha cabeça....

Então Adeus chapinha.

Nesse momento nada mais poderia piorar.... pelo menos eu achava. Tava com o carro quebrado, o cabelo fodido.... o que poderia dar ruim agora?... Simplesmente tudo.

Me lembro de esse diar ser uma quarta feira. E enquanto o resgate não chegou eu fiquei olhando para a pedra que tinha a data do ano anterior... um dia 18, e a cruz com o nome de duas pessoas.... Fiquei muito feliz MESMO! SQN!

Passou então cerca de 1 hora. E o resgate chegou. O carinha que tava todo fudido foi pro hospital e eu e meu pai FOMOS PARAR EM UMA DELEGACIA EM REGISTRO NO DIA DO JOGO DO CORINTHIANS.....

Até esse dia eu achava que era mito o lance de tanto presidiário ser corinthiano... Mas não é. Achei que a gente fosse morrer por que tava uma puta baderna.

Ficamos na delegacia cerca de 3 horas e fomos liberados.

Depois ficamos sabendo que uns 5 quilomentros pra frente de onde estavamos teve um acidente onde cerca de 8 pessoas haviam morrido. Ai eu agradeci a Deus. Mas a fudição não para por ai.

Eu e meu pai tinhamos que ir pra algum lugar pois já estava amanhecendo.

Ao invés de irmos para Curitiba, que estava mais perto papai teve a brilhante idéia de voltarmos para São Carlos.

Então fomos até uma rodoviária...( levavamos 3 malas CHEIAS e um violão)

Foi complicado. Fomos de carona com o guincho.

Chegando lá pegamos um ônibus para São Paulo. Isso era mais ou menos 10 da noite. Fomos em poltronas juntas. O que foi bom. E fomos conversando. Chegamos em São Paulo e eu precisava MUITO fazer xixi.

Paguei 1 real pra mijar. Foi o 1 real mais bem gasto da minha vida!

Compramos águas na rodoviária de São Paulo e também chocolate....

Era meia noite quando entramos no ônibus voltando pra casa....

Meu pai desmaiou.... Dormiu rápido. Eu estava completamente com medo e assustada. Achava que a qualquer momento eu ia morrer. Fiquei com o c* na mão!

Meu pai começou então a roncar. Só que ele não estava na poltrona que ficava colada comigo. ele estava do outro lado. então eu ficava dando chute, cutucando e tossindo. Por que seria encomodo. Mas foi legal por que ele fingia que tava super acordado e eu não sabia se ria ou se chorava.

Então, por volta de 3 da manhã chegamos em Sanka City.... A essa altura minha mãe já tinha cagado o fígado de tanta preocupação. Meu pai havia dito que estavamos bem mas que mudaram os planos.

Ainda bem que não contamos do acidente. Pois se ela soubesse teria infartado.

Terminamos a noite em volta da nossa mesinha redonda da cozinha comendo um saduiche e tomando coca-cola enquanto davamos risada do fato de eu ter chorado pela chapinha estragada!


 
 
 

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